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Gastroplastia - Redução do Estomago

Nesta cirurgia (conhecida também como: redução de estômago, Capella ou gastroplastia) é construído um pequeno reservatório gástrico proximal ou tubo, habitualmente com volume de 40 ml, dentro do qual deságua o esôfago. É colocado um anel de silicone para retardar o esvaziamento dos alimentos sólidos. Com o desvio gástrico em Y de Roux, o alimento passa do tubo gástrico diretamente para dentro do intestino, não passando, portanto, no restante do estômago e do duodeno. A perda do peso baseia-se no princípio de que o paciente ingerindo pequena quantidade do alimento se sente saciado (satisfeito) devido a mínima distensão do tubo gástrico, ou caso for ingerida uma quantidade excessiva de alimento é provável que venha a vomitar. Além disso, a maioria dos pacientes, que por acaso venham a abusar de alimentos calóricos (pudins, sundaes, milk-shake, leite condensado, sorvete, etc.), sentirá mal estar geral com tontura, queda de pressão arterial e diarréia, sintomas estes que os médicos conhecem como “Síndrome de Dumping”. Este sério inconveniente não ocorrerá se forem evitados estes alimentos e dessa forma mantém-se a perda de peso.
BYPASS GÁSTRICO COM ANEL

Perguntas Frequentes

Eu recebi bastantes comentários questionando sobre a cirurgia, quando deve ser feita, qual é o melhor procedimento e outras dúvidas que achei bastante pertinentes, e fui buscar as respostas, após pesquisar bastante lembrei que meu médico me indicou o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, onde é possível sanar se não todas a maioria das dúvidas que temos sobre a cirurgia.
O que é Obesidade Mórbida?
Obesidade Mórbida é definida como um Índice de Massa Corpórea igual ou superior a 35 Kg/m2 com comorbidades, 40 Kg/m2 ou mais, sem comorbidades ou IMC acima de 40 conforme tabela abaixo.
IMC
O que é Índice de Massa Corpórea?
É o peso (em Kg) dividido pela altura do paciente (em M).
O que significa comorbidade?
A condição de obesidade severa está associada a um grande número de problemas de saúde. Alguns desses problemas são causas de morte precoce como a doença das artérias coronárias, o diabetes de início em idade adulta, as dificuldades respiratórias do obeso e apnéia do sono, o risco aumentado de embolia pulmonar por alterações da coagulação sanguínea e outros. Existem também outros problemas que podem estar presentes como doenças articulares graves dos membros inferiores e até mesmo um risco aumentado para alguns tipos de câncer (útero, mama, intestino grosso).
Estima-se que o risco de morte prematura de homens severamente obesos é 12 vezes maior quando comparado com homens não obesos na faixa etária dos 25 aos 34 anos.
Quando se opta pelo tratamento cirúrgico?
Normalmente os pacientes que são submetidos à Cirurgia Bariátrica já passaram por vários tipos de dieta ou por outros meios que objetivam a perda de peso. Contudo, quando se alcançam índices de peso que definem obesidade mórbida, com ou sem comorbidades, a indicação cirúrgica torna-se incontestável no sentido de se minimizar os riscos de mortalidade precoce.
Quais são os tipos de cirurgia?
As cirurgias realizadas e que são reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e pelo Conselho Federal de Medicina são as seguintes:
» Cirurgias restritivas – são as menos utilizadas atualmente, têm o objetivo de restringir o volume de alimento ingerido. A mais realizada constitui-se na colocação de um anel ajustável de material altamente especializado na transição esôfago-gástrica.
» Cirurgias restritivas com desvio do trânsito intestinal (Capella / Wittgrove) – são as mais realizadas. Transformam uma porção do estômago em um pequeno reservatório de +/- 30 ml, diminuindo bastante a quantidade de alimento ingerido, e também promovem uma disabsorção de uma fração dos alimentos através de um desvio no trânsito do intestino delgado.
» Derivações bílio-pancreáticas (Scopinaro/Duodenal Switch) – são procedimentos com indicações mais selecionadas que levam a um processo de maior disaborção alimentar e não interferem na quantidade de alimento ingerido.
Essas cirurgias oferecem riscos? Quais?
Sim, como quaisquer outros procedimentos cirúrgicos. Embora mínimos, existem índices de morbidade e mortalidade cirúrgicos. A mortalidade desse procedimento varia obviamente com a condição clínica pré-operatória do obeso e seu grau de obesidade. As complicações mais comuns no período pós-operatório são as pulmonares (pequenos colabamentos no pulmão–atelectasias e pneumonias), trombose venosa profunda e embolia pulmonar (coágulos que se forma dentro do sistema venoso), infecção da ferida operatória, vazamento do conteúdo gastrointestinal através da abertura das suturas (costuras) realizadas, sangramento digestivo pelo reto, e cálculos na vesícula biliar a longo prazo.  De modo gera, a mortalidade encontra-se em níveis inferiores a 3%.
Por que optar pela cirurgia aberta ou videolaparoscópica?
A cirurgia realizada da forma aberta (convencional) ou por videolaparoscopia é exatamente a mesma, o que muda é o acesso utilizado – grandes incisões (na aberta) ou mini-incisões (na laparoscópica). Obviamente, quando se opta pela forma menos invasiva, a dor pós-operatória e as complicações com a própria ferida cirúrgica são menores, o tempo de internação e de recuperação também é menor, fazendo da cirurgia por videolaparoscopia a mais adequada e devendo ser indicada sempre que possível.
Em média quanto tempo dura o procedimento?
Em média esses procedimentos duram em torno de 1h e 30 min. a 2 horas, mas depende da experiência do cirurgião e do entrosamento de sua equipe cirúrgica, principalmente quando realizada por videolaparoscopia.
É uma cirurgia dolorosa?
As cirurgias realizadas da maneira convencional (aberta), diferentemente daquelas realizadas por videolaparoscopia, tendem a proporcionar mais dor no período pós-operatório devido à extensão da incisão cirúrgica, mas é um fato totalmente controlável uma vez que existem no mercado poderosos esquemas de analgesia pós-operatória, seja forma endovenosa ou por via oral.
Qual o tamanho da cicatriz?
No procedimento convencional, é realizada uma incisão vertical acima da cicatriz umbilical, cuja extensão varia de acordo com o cirurgião e o paciente, porém esta deve ter no mínimo 20 cm. Já no procedimento videolaparoscópico, são realizadas cinco a sete pequenas incisões estratégicas de 10 a 12 mm.
Há alguma recomendação específica para o pré-operatório?
Além do preparo pré-operatório que se faz de rotina para qualquer procedimento cirúrgico, é solicitado ao paciente que se esforce para uma certa perda de peso, pois alguns quilos a menos podem significar melhores condições para uma anestesia geral e também podem ajudar durante o procedimento.
Qual é o tempo médio de recuperação?
O paciente estará apto a realizar atividades leves em aproximadamente 7 a 10 dias. Já para atividades que exijam esforços físicos moderados é razoável aguardar um período de pelo menos 30 dias.
Como será o pós-operatório?
Nas operações realizadas por videolaparoscopia o período pós-operatório costuma ser tranqüilo, com pequeno desconforto nos locais das incisões. É muito importante salientar que a dieta (líquidos) adotada nesse período deve ser seguida rigorosamente.
Como será minha alimentação?
Em decorrência do processo restritivo que é criado com a cirurgia, mínimas quantidades de alimento várias vezes ao dia são suficientes para gerar saciedade plena.
Sentirei muita fome?
Não. O primeiro reflexo de saciedade da fome é o enchimento do estômago, e como agora ele é bastante reduzido, poucas quantidades de alimento são suficientes.
Tenho pedras na vesícula, posso operar?
Pode operar. Seu médico avaliará a possibilidade de remover também a vesícula no mesmo procedimento cirúrgico.
Tenho hérnia de hiato, posso operar?
A cirurgia para tratamento da obesidade corrige o refluxo que irrita o esôfago e resolve o problema causado pela hérnia de hiato.
Tenho diabete, colesterol aumentado e pressão alta, posso operar?
Se você estiver controlando por seu médico clínico, poderá operar.
Vou operar, há algum preparo na véspera?
Somente deverá fazer jejum, a partir da meia noite do dia anterior, inclusive de água. No dia da cirurgia, para os homens, são raspados (tricotomia) os pêlos do abdome. Todos recebem cerca de 2 horas antes da operação uma injeção de anticoagulante (aplicada na gordura da barriga).
Qual o tempo de duração de uma operação?
Cerca de 2 a 3 horas.
O dia seguinte da cirurgia.
Ainda receberá soro, até a noite; começará a tomar água e chá (em pequenos goles), tomar banho de chuveiro, sentar fora da cama e andar.
O segundo dia após a cirurgia.
Você se sentirá bem melhor, mais disposto, passará a tomar caldos, refrescos, água de coco, leite desnatado, gelatina; tudo em pequenos goles, a cada 3 ou 4 minutos.
Terceiro dia após a cirurgia.
Normalmente você deverá receber alta do hospital e será retirado o dreno que está na gordura abaixo da pele.
Primeiro retorno – 5 a 7 dias.
Neste dia você, no consultório, fará a retirada do dreno que está a sua direita.
Segundo retorno – 10 a 15 dias.
Serão retirados os pontos.
Terceiro retorno – 30 dias.
É retirado o dreno que está à sua esquerda e são dadas novas orientações alimentares.
1 mês só de líquidos!!!
Sua alimentação nos 30 primeiros dias após a cirurgia, será apenas de líquidos pouco calóricos. Se quiser use adoçantes.
Tome pelo menos 1,5 litros de líquidos por dia, incluindo caldos salgados, isso fará com que sua urina fique clara, evitando assim a desidratação e a formação de “pedras” nos rins. Portanto, a cada 2 ou 3 minutos, enquanto estiver acordado tome 20 ml (1/2 xícara de café) de liquido.
  • Água (sem gás) e chás.
  • Refrescos de frutas, coados.
  • Caldos coados e não batidos (legumes, carne magra, frango sem pele, peixe), temperados normalmente.
  • Água de coco ou gatorade® (até 300ml por dia).
  • Gelatina dietética.
  • Leite e iougurte natural, desnatados. (podem ser batidos com frutas e coados).
Não posso comer nada nos 30 primeiros dias?
Alimentos sólidos, não. Comer alimentos sólidos, ou sopas cremosas nos primeiros 30 dias, poderá prejudicar a cicatrização do grampeamento do estômago, fazendo com que você corra o risco de nova cirurgia. Portanto não confie na sorte, ou em informações de terceiros.
PERÍODO POSTERIOR À CIRURGIA
- Queda de cabelos:
- Mal estar, tonteiras, anemias, dores articulares…: Causadas pela falta de vitaminas, no caso das cirurgias de má-absorção. Isso se regulariza com o tempo e injerindo vitaminas como Centrum, Citoneurin, Rubranova, entre outras que serão receitadas pelo seu médico.
- Vômitos e diarréias
- Intolerância a certos alimentos.
- Síndrome de Dumping:
- Hérnias
- Gases: Resolve-se com remédios.
- Dores no corte da cirurgia (em caso de ciurgia aberta): Passa em alguns dias. O médico recomenda analgésico.
- Dores na região do fígado: É causada pelo “afastador” (um material que suspende o fígado durante a cirurgia para que ele não atrapalhe na visão dos órgãos).
- Estenose: Estreitamento do esôfago impedindo a passagem natural dos alimentos para o estômago. A comida retorna a boca através de ânsias de vômitos. É necessária a Endoscopia para fazer o alargamento deste canal.
(fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)
“Vale ressaltar que nenhum site ou blog pessoal sabe mais que seu médico cirurgião, somente o seu cirurgião poderá recomendar algo a você. Se amigos, farmacêuticos, ou pessoas que já fizeram a cirurgia recomendarem algo a você, leve o caso ao seu médico, pois só ele poderá dizer se as medidas cabem a você.”

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